Ontologia Archives – https://olivreirocristao.org/tag/ontologia/ O Livreiro Cristão é uma Biblioteca de Livros on-line com um leitor compatível para seu computador, tablet ou celular.<br>Com acesso para leitura on-line, ou fazer o download para seu pc. Todo o acervo de e-books de forma ilimitada e gratuita, você ainda conta com cursos, vídeos, sermões e imagens que inspiram. Soli del Glória. Tue, 07 Jul 2026 22:54:58 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.4 https://olivreirocristao.org/wp-content/uploads/2017/03/logocristao-150x150.png Ontologia Archives – https://olivreirocristao.org/tag/ontologia/ 32 32 Você sabe o que tem em sua panela? https://olivreirocristao.org/voce-sabe-o-que-tem-em-sua-panela/ https://olivreirocristao.org/voce-sabe-o-que-tem-em-sua-panela/#respond Tue, 07 Jul 2026 14:11:31 +0000 https://olivreirocristao.org/?p=13152 REIS 4:40 “E sucedeu que, comendo eles daquele caldo, clamaram e disseram: Homem de Deus, há morte na panela! E não puderam comer.” HÁ MORTE…

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REIS 4:40

“E sucedeu que, comendo eles daquele caldo, clamaram e disseram: Homem de Deus, há morte na panela! E não puderam comer.”

HÁ MORTE NA PANELA!

O alimento que está destruindo muitos sem que percebam

📜 CONTEXTO BÍBLICO

O ministério do profeta Eliseu aconteceu em um dos períodos mais difíceis da história de Israel. A nação vivia dias de decadência espiritual, idolatria e constantes crises. Muitos haviam abandonado os caminhos do Senhor, mas Deus continuava levantando um remanescente fiel para preservar Sua Palavra e manter viva a esperança do povo.

O quarto capítulo de 2 Reis revela essa realidade por meio de uma sequência de milagres extraordinários. Deus multiplicou o azeite da viúva, mostrando que Sua provisão nunca falta para aqueles que confiam nEle.

Depois, ressuscitou o filho da mulher sunamita, revelando Seu poder sobre a morte e demonstrando que nenhuma situação está além do alcance da Sua graça.

Logo em seguida, a narrativa informa que havia fome na terra. Aquela fome não representava apenas a escassez de alimento. Ela também refletia o resultado de uma geração que, durante muito tempo, havia se afastado do Senhor. Mesmo assim, em meio à crise, os discípulos dos profetas permaneceram reunidos ao redor de Eliseu para aprender a Palavra de Deus. Enquanto muitos buscavam soluções apenas para a necessidade do corpo, aqueles homens compreendiam que a verdadeira sobrevivência dependia da presença e da direção do Senhor.

Foi nesse cenário que Eliseu ordenou que preparassem um grande caldeirão para alimentar todos os discípulos. Um deles saiu ao campo para colher ervas e encontrou frutos silvestres que não conhecia. Sem discernimento, recolheu aqueles frutos, cortou-os e os lançou na panela. Tudo parecia absolutamente normal. O alimento tinha boa aparência, ninguém desconfiou de qualquer perigo e a refeição foi servida como em qualquer outro dia.

Entretanto, bastaram os primeiros goles para que todos percebessem que algo estava errado. Então levantaram um clamor que atravessou os séculos:

“Homem de Deus, há morte na panela!”

Diante daquela situação, Eliseu pediu farinha e a lançou sobre o alimento. Pela intervenção do Senhor, aquilo que produziria morte foi completamente purificado, e todos puderam comer sem sofrer qualquer dano. Logo depois, Deus ainda multiplicou vinte pães para alimentar cem homens, mostrando que, quando Ele é o provedor, jamais falta alimento verdadeiro para o Seu povo.

QUANDO O PERIGO NÃO TEM APARÊNCIA DE PERIGO

Essa passagem revela uma verdade que continua extremamente atual. Aquilo que destrói a vida espiritual raramente chega com aparência de destruição. O veneno foi colocado na panela sem despertar qualquer suspeita. O alimento continuava com boa aparência, o cheiro era agradável e ninguém imaginava que a morte já havia sido misturada ao que serviria de sustento. Somente quando começaram a comer perceberam o perigo.

Da mesma forma, muitas contaminações espirituais entram silenciosamente na vida das pessoas. Elas não chegam anunciando que afastarão alguém de Deus. Pelo contrário, misturam-se aos pensamentos, às escolhas, aos valores e até mesmo à maneira de viver a fé, fazendo com que muitos continuem caminhando normalmente, sem perceber que já estão se alimentando daquilo que enfraquece a comunhão com o Senhor.

O inimigo nunca precisou retirar completamente a verdade para produzir destruição. Basta misturá-la com pequenas concessões. É assim que o veneno espiritual encontra espaço no coração humano. Ele se apresenta de maneira sutil, quase imperceptível, até que aquilo que era exceção passa a ser considerado normal e aquilo que antes incomodava a consciência já não produz mais arrependimento.

O alimento que esta destruindo muitos sem perceber.

Aquela panela representa muito mais do que uma refeição preparada em um tempo de fome. Ela representa tudo aquilo de que alimentamos a nossa alma. Assim como o corpo depende do alimento para sobreviver, a vida espiritual também depende daquilo que recebemos diariamente. É exatamente por isso que essa passagem continua tão atual.

O homem que lançou os frutos na panela não agiu com a intenção de matar ninguém. O problema não foi apenas colher um fruto desconhecido, mas colocá-lo no alimento sem antes saber sua origem. A falta de discernimento foi suficiente para colocar toda a comunidade em perigo. Essa é uma das maiores advertências desse texto. Nem tudo o que parece bom para a alma realmente vem de Deus. Existem ensinos que emocionam, mas não transformam; palavras que agradam aos ouvidos, mas não conduzem ao arrependimento; práticas que atraem multidões, mas afastam o coração da simplicidade do Evangelho. O mesmo perigo continua existindo quando abrimos o coração para ideias, ensinos e valores sem antes examiná-los cuidadosamente à luz da Palavra de Deus.

O veneno não entrou na panela com aparência de veneno. Misturou-se ao alimento de forma tão discreta que ninguém percebeu. Da mesma maneira, muitas contaminações espirituais entram silenciosamente na vida das pessoas. Elas não chegam anunciando destruição. Entram por meio de pequenas concessões, de valores que parecem inofensivos, de pensamentos que não são examinados à luz das Escrituras e de escolhas que, aos poucos, vão afastando o coração da presença de Deus.

O problema raramente começa de maneira evidente. Ele cresce lentamente. Um dia a oração já não ocupa o mesmo lugar. No outro, a leitura da Palavra se torna superficial. Aos poucos, o pecado deixa de causar tristeza, o temor do Senhor vai diminuindo e a consciência passa a conviver com aquilo que antes rejeitava. Quando isso acontece, a alma continua sendo alimentada, mas já não recebe aquilo que produz verdadeira vida.

Talvez seja exatamente essa a realidade de muitos cristãos em nossos dias. Há pessoas que continuam frequentando a igreja, participando dos cultos, cantando, servindo e ouvindo a Palavra, mas já não experimentam o mesmo quebrantamento de antes. A comunhão foi substituída pela rotina, a humildade deu lugar ao orgulho, o amor fraternal foi vencido pelas disputas e a presença de Deus foi ofuscada pela religiosidade. Há muito movimento, muita informação e muito conhecimento, mas pouco arrependimento, pouca transformação e pouco temor diante da Palavra.

Esse é um alerta que precisa alcançar toda a Igreja. Antes de apontarmos o veneno que pode existir na vida de outras pessoas, precisamos permitir que o Espírito Santo examine a nossa própria panela. O que tem alimentado a nossa mente? O que ocupa o nosso coração? O que governa as nossas escolhas? Porque aquilo que alimenta a alma determinará o rumo da vida. Se nos alimentarmos da verdade, cresceremos em santidade. Mas, se permitirmos que a contaminação permaneça escondida, ela produzirá morte espiritual sem que muitas vezes percebamos.

A boa notícia é que a história não termina com morte. Quando os discípulos clamaram ao homem de Deus, o Senhor providenciou a solução. Eliseu lançou farinha na panela, e Deus removeu completamente a contaminação. O mesmo Senhor age ainda hoje. Ele restaura corações endurecidos, purifica vidas contaminadas, reacende o fogo da oração, devolve o prazer pela Sua Palavra e recebe de volta aqueles que se arrependem com sinceridade. Assim como purificou aquela panela, Cristo continua transformando vidas e restaurando aquilo que parecia perdido, porque Sua graça permanece poderosa para todo aquele que volta à Sua presença.

Talvez o Espírito Santo esteja olhando para a Sua Igreja e fazendo hoje a mesma pergunta: o que existe dentro da panela? O que estamos oferecendo aos nossos filhos? O que estamos colocando diante dos nossos olhos? O que estamos permitindo alimentar a nossa mente? Porque aquilo que alimenta uma geração determinará o futuro dessa geração.

A maior tragédia não é apenas haver veneno na panela.

A maior tragédia é quando nos acostumamos com ele e deixamos de perceber que aquilo que deveria produzir vida está produzindo morte espiritual. Ainda é tempo de voltar ao Senhor, restaurar o altar, amar a Sua Palavra e permitir que o Espírito Santo remova toda contaminação do nosso coração. A Igreja de Cristo não foi chamada para oferecer alimento contaminado. Ela foi chamada para repartir ao mundo o verdadeiro Pão da Vida.

Talvez, ao terminar esta mensagem, a pergunta mais importante não seja apenas se havia morte naquela panela. A verdadeira pergunta é: o que tem alimentado a nossa vida? Porque aquilo que alimenta o coração molda os pensamentos, dirige as escolhas e revela a quem realmente pertencemos.

Vivemos dias em que muitas vozes disputam a atenção da Igreja. Nunca houve tanto acesso ao conhecimento e, ao mesmo tempo, nunca foi tão necessário discernimento espiritual. O povo de Deus precisa voltar a examinar tudo à luz das Escrituras, porque nem todo alimento que parece saudável produz vida, e nem tudo o que emociona conduz verdadeiramente à presença do Senhor.

O Espírito Santo continua chamando Sua Igreja a restaurar o altar da oração, voltar para a simplicidade do Evangelho, amar a verdade acima das opiniões humanas e viver uma fé que transforma o coração antes de aparecer nos lábios. Deus não procura apenas pessoas que conheçam a Sua Palavra; Ele procura homens e mulheres que permitam que essa Palavra transforme completamente a sua maneira de pensar, de viver e de caminhar com Cristo.

Ainda há esperança. O mesmo Deus que purificou aquela panela continua purificando vidas, restaurando famílias, curando corações feridos e levantando uma Igreja comprometida com a santidade e com a verdade. Nenhuma vida está distante demais para ser restaurada quando existe arrependimento sincero diante do Senhor.

Que nunca precisemos ouvir do Espírito Santo: “Há morte na panela da sua vida.” Que, ao contrário, a nossa vida seja um testemunho de que Cristo continua sendo o Pão da Vida e que a Sua Palavra permanece como o alimento que fortalece a fé, restaura a esperança, produz santidade e prepara a Igreja para o glorioso dia da Sua volta.

Porque uma Igreja alimentada pela verdade não distribui morte espiritual; ela reparte ao mundo a vida que somente Jesus Cristo pode dar.

Se esta mensagem falou ao seu coração, não passe por ela como quem lê apenas mais um texto e segue a vida da mesma maneira. Permita que o Espírito Santo examine o seu coração, revele aquilo que precisa ser removido e faça da Palavra de Deus o alimento diário da sua alma. Se este conteúdo edificou a sua vida, comente, interaja, compartilhe para que a Palavra de Deus alcance outras vidas.

Que o Senhor nos encontre vigilantes, cheios de discernimento, fiéis à Sua Palavra e perseverantes até o fim. Amém

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A economia da Trindade e a Ontologia https://olivreirocristao.org/a-economia-da-trindade-e-a-ontologia-2/ https://olivreirocristao.org/a-economia-da-trindade-e-a-ontologia-2/#respond Fri, 28 Jun 2024 19:56:23 +0000 https://olivreirocristao.org/?p=11983 Por Matt Slick A Trindade é a doutrina cristã de que Deus consiste de três pessoas simultâneas e eternas: o Pai, o Filho e o…

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Por Matt Slick

A Trindade é a doutrina cristã de que Deus consiste de três pessoas simultâneas e eternas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Cada uma das três pessoas é igual em seus atributos e natureza, mas diferem em como elas se relacionam com o mundo e entre si. Quando dizemos que eles são iguais em natureza e atributos, estamos falando do que é chamado de Trindade Ontológica (ontologia – estudo do ser e da essência). Cada uma das três pessoas na Divindade é divina – tem atributos iguais (onisciência, onipresença, santidade, etc.). 

Quando falamos de como eles se relacionam entre si e com o mundo, estamos falando da Economia da Trindade(econômica – do grego oikonomikos, que significa relacionar-se ao arranjo de atividades). Para ser excessivamente simplista, poderíamos dizer que a Trindade Ontológica lida com o que Deus é, e a economia da Trindade lida com o que Deus faz. 

Dentro do cristianismo não há debate sobre a Trindade Ontológica. É universalmente aceito como verdade que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são divinos, santos, imutáveis, etc.. 

A Economia da Trindade 

Como dito acima, a economia da Trindade trata de como as três pessoas na Divindade se relacionam umas com as outras e com o mundo. Cada um tem diferentes papéis dentro da Divindade, e cada um tem papéis diferentes em relação ao mundo (alguns papéis se sobrepõem). O Pai e o Filho é um relacionamento Inter trinitário, pois é eterno (mais sobre isso abaixo). O Pai enviou o Filho (1 João 4:10), o Filho desceu do céu não para fazer sua própria vontade, mas a vontade do Pai (João 6:38). Para um único verso que mostra diferenças em papéis, veja 1 Pe. 1: 2;

Segundo a presciência de Deus Pai, pela obra santificadora do Espírito, para que você obedeça a Jesus Cristo e seja aspergido com o Seu sangue”.

Você pode ver que o Pai antecipa o fato, o Filho se fez homem e se sacrificou, e o Espírito Santo santifica a igreja. Isso é bem simples. Mas antes de discutirmos isso, vamos dar uma olhada em alguns dos versículos que apoiam a diferença de papéis entre as três pessoas da Trindade.: 

O Pai enviou o Filho. O Filho não enviou o Pai. (João 6:44; 8:18; 10:36; 1 João 4:14). 

João 5:37: “E o Pai, que me enviou, ele mesmo testificou de mim. Vós nunca ouvistes a sua voz, nem vistes o seu parecer. ” 

Jesus desceu do céu, não para fazer a sua vontade, mas a vontade do Pai. 

João 6:38: “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.” 

Jesus realizou o trabalho redentor, não o Pai

2 Co. 5:21: ” Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” 

1 Pe. 2:24, “e ele mesmo levou nossos pecados em seu corpo na cruz, a fim de que pudéssemos morrer para o pecado e viver para a justiça; porque por suas chagas fostes sarados.” 

Jesus é o unigênito. O pai não é

João 3:16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. 

O Pai deu o filho. O Filho não deu ao Pai nem o Espírito Santo. 

João 3:16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. 

O Pai e o Filho enviam o Espírito Santo. O Espírito Santo não envia o Pai e o Filho

João 14:26: “Mas o Ajudador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará todas as coisas…” 

João 15:26: ” Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim…” 

O Pai deu os eleitos ao Filho. As escrituras não dizem que o Pai deu os eleitos ao Espírito Santo

João 6:39: “E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia.”. 

O Pai nos escolheu antes da fundação do mundo – nenhuma indicação de que o Filho ou o Espírito Santo nos escolheu

Ef. 1: 4, “assim como nos escolheu nEle antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e inculpáveis ​​diante dEle”. 

O Pai nos predestinou para adoção de acordo com a intenção de sua vontade. Isto não é dito do Filho ou do Espírito Santo

Ef. 1: 5, “Ele nos predestinou para adoção como filhos por meio de Jesus Cristo para Si mesmo, de acordo com a bondosa intenção de Sua vontade.” 

Nós temos a redenção através do sangue de Jesus – não o sangue do Pai ou do Espírito Santo

Ef. 1: 7, “Nele temos a redenção pelo seu sangue, o perdão das nossas ofensas, segundo as riquezas da sua graça.” 

Vamos resumir. Podemos ver que o Pai enviou o Filho (João 6:44; 8:18). O Filho desceu do céu não para fazer sua própria vontade (João 6:38). O Pai deu o Filho (João 3:16), que é o unigênito (João 3:16), para realizar a obra redentora (2 Co 5:21; 1 Pedro 2:24). O Pai e o Filho enviaram o Espírito Santo. O Pai, que nos escolheu antes da fundação do mundo (Efésios 1: 4), nos predestinou (Ef 1: 5; Romanos 8:29) e deu os eleitos ao Filho (João 6:39). 

Não foi o Filho quem enviou o Pai. O Pai não foi enviado para fazer a vontade do Filho. O Filho não deu ao Pai, nem o Pai foi chamado de unigênito. O Pai não realizou o trabalho redentor. O Espírito Santo não enviou o Pai e o Filho. Não é dito que o Filho ou o Espírito Santo nos escolheu, nos predestinou e nos deu ao Pai. 

Além disso, o Pai chama Jesus de Filho (João 9:35) e não o contrário. Jesus é chamado o Filho do Homem (Mateus 24:27); o Pai não é.  

Jesus é chamado o Filho de Deus (Marcos 1: 1; Lucas 1:35); o Pai não é chamado o Filho de Deus. Jesus sentará à direita de Deus (Marcos 14:62; Atos 7:56); o Pai não está sentado à direita do Filho. O Pai nomeou o Filho como herdeiro de todas as coisas (Hb 1: 1-2) e não o contrário. O Pai fixou o tempo da restauração do reino de Israel (Atos 1: 7) – o Filho não o fez. O Espírito Santo dá dons à Igreja (1 Co 12: 8-11) e produz frutos (Gl 5: 22-23). Estes não são ditos do Pai e do Filho. 

Então, claramente, vemos diferenças na função e nos papéis. O Pai envia, dirige e predestina. O Filho faz a vontade do Pai, torna-se carne e realiza a redenção. O Espírito Santo habita e santifica a Igreja. 

Sem essas distinções não pode haver distinções entre as pessoas da Trindade; e se não há distinções, não há Trindade. 

Deus não muda 

Deus diz: “Pois eu, o Senhor, não mudo;” (Malaquias 3: 6) Isso significa que a natureza de Deus é a mesma para toda a eternidade. Visto que Deus é uma Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), então Deus tem sido uma Trindade para sempre. O Pai sempre foi o Pai. O Filho sempre foi o Filho. O Espírito Santo sempre foi o Espírito Santo. Isso significa que os papéis expressos pelo Pai, mas não o Filho, sempre foram papéis do Pai e não do Filho. Da mesma forma, os papéis do Filho sempre pertenceram a ele e não ao Pai. E, claro, os papéis do Espírito Santo não são os mesmos papéis do Pai ou do Filho. Lembre-se, estamos falando de papéis e funções (Economia da Trindade) e não de natureza e atributos (Trindade Ontológica). Desde que eles têm papéis diferentes, então a forma como eles se relacionam entre si também é eterna e imutável.. 

Mais uma vez, sem uma distinção em papéis em pessoas dentro da Trindade, não haveria Trindade. 

Subordinação na Trindade 

As definições são extremamente importantes quando se discute teologia. Isso não é exceção. Em toda a igreja cristã, houve um erro chamado subordinacionismo e, infelizmente, alguns confundiram com a Economia da Trinade. O subordinacionismo é uma heresia concernente ao Pai e ao Filho, embora às vezes o Espírito Santo seja incluído na discussão. O erro tem formas diferentes; mas é principalmente o ensino de que o Filho não é eterno e divino (subordinacionismo ariano) e, portanto, não é igual ao Pai em ser e atributos. Isto é, obviamente, errado; e está em contraste com a Economia da Trindade, que não nega a igualdade da natureza e dos atributos. 

O mal entendido muitas vezes surge de não perceber que ter papéis diferentes não significa uma diferença na natureza. Um marido e uma esposa têm diferentes papéis na família (ela tem filhos, ele não, ela é a mãe, ele é o pai etc.), mas o fato de eles terem papéis diferentes não significa que eles sejam de natureza diferente.(humanos) O Pai, o Filho e o Espírito Santo têm papéis diferentes, mas são todos iguais em natureza e atributos. 

Já que vemos diferentes papéis dentro da Trindade, isso significa uma subordinação entre as três pessoas? A resposta clara parece ser sim. Mas lembre-se, afirmar isso não é o mesmo que advogar a heresia do subordinacionismo. Podemos dizer que há uma subordinação do Filho ao Pai no papel (como um relacionamento pai-filho naturalmente teria), mas também dizemos que o subordinacionismo (diferença na natureza) está errado. Novamente, João 6:38: “Pois desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.” Deste versículo podemos concluir, pelo menos, que o Filho se sujeitou voluntariamente à vontade do Pai e está fazendo a vontade do Pai. 

Ainda assim, alguns não gostam da ideia de qualquer tipo de sujeição entre as pessoas da Trindade. Mas, como dito acima, se não há diferença de papéis entre eles, não pode haver distinção entre eles. É apenas reconhecendo e aceitando a diferença de papéis que podemos reconhecer a Trindade em tudo. 

Jesus se submete ao Pai.  

” Porque todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas.  E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.” (1 Co. 15:27-28). 

A palavra para “sujeição” e “sujeitas” nestes dois versos vem do grego hupotasso, que ocorre 43 vezes no Novo Testamento e é traduzida como colocada (5 vezes), sujeita (16 vezes), sujeitada (7) vezes, sujeitando (1 vez), sujeição (9 vezes), submissa (3 vezes) e submissão (2 vezes) .1 Para uma lista completa de cada ocorrência da palavra. 

Então, vemos que 1 Co. 15:27 fala da criação estando em sujeição a Jesus e então no versículo 28, Jesus será submetido ao Pai. A palavra grega que significa “será submetida” é “hupotagasetai”, que é o futuro, passivo, indicativo. Isso significa que é um evento futuro em que Jesus será submetido ao Pai. 

“Quando isto for finalmente realizado, Cristo dobrará o joelho a Deus Pai para que Deus seja tudo em todos. Em tão curta passagem Paulo traçou o paraíso perdido e recuperado, e a recuperação da submissão de todas as coisas a Deus como no começo da criação, e é a ressurreição de Cristo que garante.”2 

“Filho . . . ele mesmo . . . sujeito – não como as criaturas são, mas como um Filho voluntariamente subordinado, embora co-igual com o Pai. No reino mediatório, o Filho tinha sido, de certo modo, distinto do Pai. Agora, Seu reino se fundirá no Pai, com quem Ele é um, não que haja, portanto, qualquer derrogação de Sua honra; porque o próprio Pai deseja “que todos honrem o Filho, como honram o Pai” (Jo 5: 22-23; Hb 1: 6). Deus . . . tudo em tudo – como Cristo é tudo em todos (Cl 3:11; compare Zc 14: 9). Então, e não até então, “todas as coisas” estarão sujeitas ao Filho, e o Filho subordinado ao Pai, enquanto co-igualmente compartilhando Sua glória..”3 

“Em um artigo no Westminster Theological Journal, Michael Bauman discute os diferentes tipos de subordinação durante a controvérsia ariana. Ele faz uma distinção entre o que ele chama de subordinação enfática e econômica. A heresia ariana ensinou subordinação enfática que implica desigualdade de natureza e ser. Os arianos afirmavam que “existia uma desigualdade natural entre as Pessoas da Trindade em virtude de sua diferenciação essencial e o caráter derivado temporal do Segundo e Terceiro”. Isso é herético porque é uma subordinação da essência ou natureza. A subordinação econômica, adotada pelo Concílio de Nicéia, significa que enquanto todas as três Pessoas divinas são idênticas em essência, o Filho é economicamente subordinado ao Pai com respeito à sua eterna missão e função. O Filho não é menos que o Pai, mas voluntariamente se submeteu à vontade do Pai..”4 

Objeções Respondidas 

  1. Em Deus existe apenas uma vontade. Se o Pai enviou o Filho e o Filho não veio para fazer sua própria vontade, então o Filho é subordinado nesse papel ao Pai? Se assim for, isso não é uma ressurreição da heresia do subordinacionismo? 

Essa objeção falha em reconhecer a diferença entre a heresia do subordinacionismo que ensina uma diferença de natureza entre as pessoas da Trindade e a subordinação que ensina uma subordinação ou papéis dentro da Trindade. 

  1. A diferença de papel não significa que o Pai manda e o Filho obedece? Mas se é assim, como pode a Trindade ter uma vontade? 

Por definição, cada pessoa da Trindade deve ter sua própria vontade; caso contrário, eles não são pessoas. A questão então seria como cada um se relacionará com o outro dentro da Trindade? As Escrituras não nos dizem que o Filho obedeceu ao Pai. Nos é dito que Jesus desceu do céu não para fazer sua própria vontade, mas a vontade do Pai que o enviou (João 6:38). Parece que poderíamos concluir que o Pai e o Filho não tiveram a mesma vontade e / ou que o Filho se sujeitou voluntariamente para cumprir a vontade do Pai. De qualquer forma, os membros da Trindade trabalham em perfeita harmonia apesar de haver três pessoas. 

  1. Se a Trindade é de uma vontade, como pode haver uma distinção de vontades entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo? 

A questão pode não ser válida. Deus é uma Trindade de três pessoas e, por necessidade, cada pessoa deve ter sua própria vontade. A Bíblia não explica como esse relacionamento Inter trinitário de três pessoas funciona para cumprir a vontade do Deus único. Mas não vemos nenhuma necessidade lógica que diz que a distinção de vontades significa que a Trindade não pode agir com uma vontade. 

  1. Se o Filho desceu para fazer a vontade do Pai e não a sua própria (João 6:38), então isso não implica que existam vontades diferentes? Mas, como pode ser isso, pois Deus só pode ter uma vontade? 

Parece que João 6:38 implica que o pai e o filho tinham vontades diferentes. Nós esperamos que seja assim, já que o pai não é a mesma pessoa que o filho e cada pessoa, por definição, deve ter sua própria vontade. 

Visto que Deus é uma Trindade de pessoas, onde diz na Escritura que Deus (implicando uma única pessoa) só pode ter uma vontade?  

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Por Matt Slick

A Trindade é a doutrina cristã de que Deus consiste de três pessoas simultâneas e eternas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Cada uma das três pessoas é igual em seus atributos e natureza, mas diferem em como elas se relacionam com o mundo e entre si. Quando dizemos que eles são iguais em natureza e atributos, estamos falando do que é chamado de Trindade Ontológica (ontologia – estudo do ser e da essência). Cada uma das três pessoas na Divindade é divina – tem atributos iguais (onisciência, onipresença, santidade, etc.). 

Quando falamos de como eles se relacionam entre si e com o mundo, estamos falando da Economia da Trindade(econômica – do grego oikonomikos, que significa relacionar-se ao arranjo de atividades). Para ser excessivamente simplista, poderíamos dizer que a Trindade Ontológica lida com o que Deus é, e a economia da Trindade lida com o que Deus faz. 

Dentro do cristianismo não há debate sobre a Trindade Ontológica. É universalmente aceito como verdade que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são divinos, santos, imutáveis, etc.. 

A Economia da Trindade 

Como dito acima, a economia da Trindade trata de como as três pessoas na Divindade se relacionam umas com as outras e com o mundo. Cada um tem diferentes papéis dentro da Divindade, e cada um tem papéis diferentes em relação ao mundo (alguns papéis se sobrepõem). O Pai e o Filho é um relacionamento Inter trinitário, pois é eterno (mais sobre isso abaixo). O Pai enviou o Filho (1 João 4:10), o Filho desceu do céu não para fazer sua própria vontade, mas a vontade do Pai (João 6:38). Para um único verso que mostra diferenças em papéis, veja 1 Pe. 1: 2;

Segundo a presciência de Deus Pai, pela obra santificadora do Espírito, para que você obedeça a Jesus Cristo e seja aspergido com o Seu sangue”.

Você pode ver que o Pai antecipa o fato, o Filho se fez homem e se sacrificou, e o Espírito Santo santifica a igreja. Isso é bem simples. Mas antes de discutirmos isso, vamos dar uma olhada em alguns dos versículos que apoiam a diferença de papéis entre as três pessoas da Trindade.: 

O Pai enviou o Filho. O Filho não enviou o Pai. (João 6:44; 8:18; 10:36; 1 João 4:14). 

João 5:37: “E o Pai, que me enviou, ele mesmo testificou de mim. Vós nunca ouvistes a sua voz, nem vistes o seu parecer. ” 

Jesus desceu do céu, não para fazer a sua vontade, mas a vontade do Pai. 

João 6:38: “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.” 

Jesus realizou o trabalho redentor, não o Pai. 

2 Co. 5:21: ” Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” 

1 Pe. 2:24, “e ele mesmo levou nossos pecados em seu corpo na cruz, a fim de que pudéssemos morrer para o pecado e viver para a justiça; porque por suas chagas fostes sarados.” 

Jesus é o unigênito. O pai não é

João 3:16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. 

O Pai deu o filho. O Filho não deu ao Pai nem o Espírito Santo. 

João 3:16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. 

O Pai e o Filho enviam o Espírito Santo. O Espírito Santo não envia o Pai e o Filho

João 14:26: “Mas o Ajudador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará todas as coisas…” 

João 15:26: ” Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim…” 

O Pai deu os eleitos ao Filho. As escrituras não dizem que o Pai deu os eleitos ao Espírito Santo

João 6:39: “E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia.”. 

O Pai nos escolheu antes da fundação do mundo – nenhuma indicação de que o Filho ou o Espírito Santo nos escolheu

Ef. 1: 4, “assim como nos escolheu nEle antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e inculpáveis ​​diante dEle”. 

O Pai nos predestinou para adoção de acordo com a intenção de sua vontade. Isto não é dito do Filho ou do Espírito Santo

Ef. 1: 5, “Ele nos predestinou para adoção como filhos por meio de Jesus Cristo para Si mesmo, de acordo com a bondosa intenção de Sua vontade.” 

Nós temos a redenção através do sangue de Jesus – não o sangue do Pai ou do Espírito Santo

Ef. 1: 7, “Nele temos a redenção pelo seu sangue, o perdão das nossas ofensas, segundo as riquezas da sua graça.” 

Vamos resumir. Podemos ver que o Pai enviou o Filho (João 6:44; 8:18). O Filho desceu do céu não para fazer sua própria vontade (João 6:38). O Pai deu o Filho (João 3:16), que é o unigênito (João 3:16), para realizar a obra redentora (2 Co 5:21; 1 Pedro 2:24). O Pai e o Filho enviaram o Espírito Santo. O Pai, que nos escolheu antes da fundação do mundo (Efésios 1: 4), nos predestinou (Ef 1: 5; Romanos 8:29) e deu os eleitos ao Filho (João 6:39). 

Não foi o Filho quem enviou o Pai. O Pai não foi enviado para fazer a vontade do Filho. O Filho não deu ao Pai, nem o Pai foi chamado de unigênito. O Pai não realizou o trabalho redentor. O Espírito Santo não enviou o Pai e o Filho. Não é dito que o Filho ou o Espírito Santo nos escolheu, nos predestinou e nos deu ao Pai. 

Além disso, o Pai chama Jesus de Filho (João 9:35) e não o contrário. Jesus é chamado o Filho do Homem (Mateus 24:27); o Pai não é.  

Jesus é chamado o Filho de Deus (Marcos 1: 1; Lucas 1:35); o Pai não é chamado o Filho de Deus. Jesus sentará à direita de Deus (Marcos 14:62; Atos 7:56); o Pai não está sentado à direita do Filho. O Pai nomeou o Filho como herdeiro de todas as coisas (Hb 1: 1-2) e não o contrário. O Pai fixou o tempo da restauração do reino de Israel (Atos 1: 7) – o Filho não o fez. O Espírito Santo dá dons à Igreja (1 Co 12: 8-11) e produz frutos (Gl 5: 22-23). Estes não são ditos do Pai e do Filho. 

Então, claramente, vemos diferenças na função e nos papéis. O Pai envia, dirige e predestina. O Filho faz a vontade do Pai, torna-se carne e realiza a redenção. O Espírito Santo habita e santifica a Igreja. 

Sem essas distinções não pode haver distinções entre as pessoas da Trindade; e se não há distinções, não há Trindade. 

Deus não muda 

Deus diz: “Pois eu, o Senhor, não mudo;” (Malaquias 3: 6) Isso significa que a natureza de Deus é a mesma para toda a eternidade. Visto que Deus é uma Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), então Deus tem sido uma Trindade para sempre. O Pai sempre foi o Pai. O Filho sempre foi o Filho. O Espírito Santo sempre foi o Espírito Santo. Isso significa que os papéis expressos pelo Pai, mas não o Filho, sempre foram papéis do Pai e não do Filho. Da mesma forma, os papéis do Filho sempre pertenceram a ele e não ao Pai. E, claro, os papéis do Espírito Santo não são os mesmos papéis do Pai ou do Filho. Lembre-se, estamos falando de papéis e funções (Economia da Trindade) e não de natureza e atributos (Trindade Ontológica). Desde que eles têm papéis diferentes, então a forma como eles se relacionam entre si também é eterna e imutável.. 

Mais uma vez, sem uma distinção em papéis em pessoas dentro da Trindade, não haveria Trindade. 

Subordinação na Trindade

As definições são extremamente importantes quando se discute teologia. Isso não é exceção. Em toda a igreja cristã, houve um erro chamado subordinacionismo e, infelizmente, alguns confundiram com a Economia da Trinade. O subordinacionismo é uma heresia concernente ao Pai e ao Filho, embora às vezes o Espírito Santo seja incluído na discussão. O erro tem formas diferentes; mas é principalmente o ensino de que o Filho não é eterno e divino (subordinacionismo ariano) e, portanto, não é igual ao Pai em ser e atributos. Isto é, obviamente, errado; e está em contraste com a Economia da Trindade, que não nega a igualdade da natureza e dos atributos. 

O mal entendido muitas vezes surge de não perceber que ter papéis diferentes não significa uma diferença na natureza. Um marido e uma esposa têm diferentes papéis na família (ela tem filhos, ele não, ela é a mãe, ele é o pai etc.), mas o fato de eles terem papéis diferentes não significa que eles sejam de natureza diferente.(humanos) O Pai, o Filho e o Espírito Santo têm papéis diferentes, mas são todos iguais em natureza e atributos. 

Já que vemos diferentes papéis dentro da Trindade, isso significa uma subordinação entre as três pessoas? A resposta clara parece ser sim. Mas lembre-se, afirmar isso não é o mesmo que advogar a heresia do subordinacionismo. Podemos dizer que há uma subordinação do Filho ao Pai no papel (como um relacionamento pai-filho naturalmente teria), mas também dizemos que o subordinacionismo (diferença na natureza) está errado. Novamente, João 6:38: “Pois desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.” Deste versículo podemos concluir, pelo menos, que o Filho se sujeitou voluntariamente à vontade do Pai e está fazendo a vontade do Pai. 

Ainda assim, alguns não gostam da ideia de qualquer tipo de sujeição entre as pessoas da Trindade. Mas, como dito acima, se não há diferença de papéis entre eles, não pode haver distinção entre eles. É apenas reconhecendo e aceitando a diferença de papéis que podemos reconhecer a Trindade em tudo. 

Jesus se submete ao Pai.  

” Porque todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas.  E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.” (1 Co. 15:27-28). 

A palavra para “sujeição” e “sujeitas” nestes dois versos vem do grego hupotasso, que ocorre 43 vezes no Novo Testamento e é traduzida como colocada (5 vezes), sujeita (16 vezes), sujeitada (7) vezes, sujeitando (1 vez), sujeição (9 vezes), submissa (3 vezes) e submissão (2 vezes) .1 Para uma lista completa de cada ocorrência da palavra. 

Então, vemos que 1 Co. 15:27 fala da criação estando em sujeição a Jesus e então no versículo 28, Jesus será submetido ao Pai. A palavra grega que significa “será submetida” é “hupotagasetai”, que é o futuro, passivo, indicativo. Isso significa que é um evento futuro em que Jesus será submetido ao Pai. 

“Quando isto for finalmente realizado, Cristo dobrará o joelho a Deus Pai para que Deus seja tudo em todos. Em tão curta passagem Paulo traçou o paraíso perdido e recuperado, e a recuperação da submissão de todas as coisas a Deus como no começo da criação, e é a ressurreição de Cristo que garante.”2 

“Filho . . . ele mesmo . . . sujeito – não como as criaturas são, mas como um Filho voluntariamente subordinado, embora co-igual com o Pai. No reino mediatório, o Filho tinha sido, de certo modo, distinto do Pai. Agora, Seu reino se fundirá no Pai, com quem Ele é um, não que haja, portanto, qualquer derrogação de Sua honra; porque o próprio Pai deseja “que todos honrem o Filho, como honram o Pai” (Jo 5: 22-23; Hb 1: 6). Deus . . . tudo em tudo – como Cristo é tudo em todos (Cl 3:11; compare Zc 14: 9). Então, e não até então, “todas as coisas” estarão sujeitas ao Filho, e o Filho subordinado ao Pai, enquanto co-igualmente compartilhando Sua glória..”3 

“Em um artigo no Westminster Theological Journal, Michael Bauman discute os diferentes tipos de subordinação durante a controvérsia ariana. Ele faz uma distinção entre o que ele chama de subordinação enfática e econômica. A heresia ariana ensinou subordinação enfática que implica desigualdade de natureza e ser. Os arianos afirmavam que “existia uma desigualdade natural entre as Pessoas da Trindade em virtude de sua diferenciação essencial e o caráter derivado temporal do Segundo e Terceiro”. Isso é herético porque é uma subordinação da essência ou natureza. A subordinação econômica, adotada pelo Concílio de Nicéia, significa que enquanto todas as três Pessoas divinas são idênticas em essência, o Filho é economicamente subordinado ao Pai com respeito à sua eterna missão e função. O Filho não é menos que o Pai, mas voluntariamente se submeteu à vontade do Pai..”4 

Objeções Respondidas 

  1. Em Deus existe apenas uma vontade. Se o Pai enviou o Filho e o Filho não veio para fazer sua própria vontade, então o Filho é subordinado nesse papel ao Pai? Se assim for, isso não é uma ressurreição da heresia do subordinacionismo? 

Essa objeção falha em reconhecer a diferença entre a heresia do subordinacionismo que ensina uma diferença de natureza entre as pessoas da Trindade e a subordinação que ensina uma subordinação ou papéis dentro da Trindade. 

  1. A diferença de papel não significa que o Pai manda e o Filho obedece? Mas se é assim, como pode a Trindade ter uma vontade? 

Por definição, cada pessoa da Trindade deve ter sua própria vontade; caso contrário, eles não são pessoas. A questão então seria como cada um se relacionará com o outro dentro da Trindade? As Escrituras não nos dizem que o Filho obedeceu ao Pai. Nos é dito que Jesus desceu do céu não para fazer sua própria vontade, mas a vontade do Pai que o enviou (João 6:38). Parece que poderíamos concluir que o Pai e o Filho não tiveram a mesma vontade e / ou que o Filho se sujeitou voluntariamente para cumprir a vontade do Pai. De qualquer forma, os membros da Trindade trabalham em perfeita harmonia apesar de haver três pessoas. 

  1. Se a Trindade é de uma vontade, como pode haver uma distinção de vontades entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo? 

A questão pode não ser válida. Deus é uma Trindade de três pessoas e, por necessidade, cada pessoa deve ter sua própria vontade. A Bíblia não explica como esse relacionamento Inter trinitário de três pessoas funciona para cumprir a vontade do Deus único. Mas não vemos nenhuma necessidade lógica que diz que a distinção de vontades significa que a Trindade não pode agir com uma vontade. 

  1. Se o Filho desceu para fazer a vontade do Pai e não a sua própria (João 6:38), então isso não implica que existam vontades diferentes? Mas, como pode ser isso, pois Deus só pode ter uma vontade? 

Parece que João 6:38 implica que o pai e o filho tinham vontades diferentes. Nós esperamos que seja assim, já que o pai não é a mesma pessoa que o filho e cada pessoa, por definição, deve ter sua própria vontade. 

Visto que Deus é uma Trindade de pessoas, onde diz na Escritura que Deus (implicando uma única pessoa) só pode ter uma vontade?  

  • 1.New American Standard Bible:1995 update. (1 Co 15:28-31). LaHabra, CA: The Lockman Foundation.  Taken from search results. 
  • 2.Carson, D. A. (1994). New Bible commentary : 21st century edition. Rev. ed. of: The new Bible commentary. 3rd ed. / edited by D. Guthrie, J.A. Motyer. 1970. (4th ed.) (1 Co 15:20). Leicester, England; Downers Grove, Ill., USA: Inter-Varsity Press. 
  • 3.Jamieson, R., A.R. Fausset, and D. Brown, (1997). A Commentary, Critical and Explanatory, on the Old and New Testaments. (1 Co 15:28). Oak Harbor, WA: Logos Research Systems, Inc. 
  • 4.http://findarticles.com/p/articles/mi_qa3817/is_199909/ai_n8858703 

Matt Slick

Matt Slick é o presidente e fundador do Christian Apologetics and Research Ministry. Formado em Ciências sociais pelo Concordia University, Irvine, CA, em 1988. Bacharel em ciências da religião e mestre em apologética pelo Westminster Theological Seminary in Escondido, Califórnia

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